Núcleo de Fisioterapia e Estética

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Bronquite


Bronquite é uma inflamação dos brônquios, canais que conduzem o ar inalado até os alvéolos pulmonares. Ela se instala quando os minúsculos cílios que revestem o interior dos brônquios param de eliminar o muco presente nas vias respiratórias. Esse acúmulo de secreção faz com que eles fiquem permanentemente inflamados e contraídos.
A bronquite pode ser aguda ou crônica. A diferença consiste na duração e agravamento das crises, que são mais curtas (uma ou duas semanas) na bronquite aguda, enquanto, na crônica, não desaparecem, pioram pela manhã e se manifestam por três meses ou mais durante pelo menos dois anos consecutivos.
Causas
A bronquite aguda é causada geralmente por vírus, embora, em alguns casos, possa ser resultado de uma infecção bacteriana. As crises também podem ser desencadeadas pelo contato com poluentes ambientais e químicos (poeira, inseticidas, tintas, ácaros, etc.). O cigarro é o principal responsável pelo agravamento da doença.
A bronquite crônica aumenta o risco de outras infecções respiratórias, particularmente o da pneumonia. A doença pode instalar-se como extensão da bronquite aguda, mas a principal causa da doença é a fumaça do cigarro. Por ser uma enfermidade rara entre os não fumantes, é conhecida também por “tosse dos fumantes”.
Sintomas
Tanto na forma aguda quanto na crônica, a tosse é o principal sintoma da bronquite. Na bronquite aguda, ela pode ser seca ou produtiva. Na crônica, é sempre produtiva e a expectoração clara no início, pode tornar-se amarelada e espessa com a evolução da enfermidade. Falta de ar e chiado são outros sintomas da bronquite crônica.
Diagnóstico
O diagnóstico leva em conta os sinais e sintomas, o histórico do paciente e o exame clínico. Em algumas situações, a Prova de Função Pulmonar, ou Espirometria, ajuda a estabelecer o diagnóstico diferencial.
Tratamento
A bronquite aguda é uma doença autolimitada, que dura no máximo dez, quinze dias. Não existe tratamento específico para combater os episódios provocados por vírus. Boa hidratação, uso de vaporizadores, de analgésicos, de descongestionantes e evitar a exposição aos fatores de risco são recursos úteis para aliviar os sintomas e prevenir as crises.
A medida mais importante no tratamento da bronquite crônica é parar de fumar. Também é importante não permanecer em ambientes em que haja pessoas fumando. Medicamentos broncodilatadores, antibióticos, mucolíticos e anti-inflamatórios só devem ser utilizados sob orientação médica depois de uma avaliação criteriosa.
Portadores da bronquite crônica devem ser vacinados contra a gripe e contra a pneumonia.
Recomendações
* Reúna todas as forças e tente parar de fumar. Se não conseguir, tente fumar menos e evite locais onde haja pessoas fumando;
* Beba bastante água, pois ela ajuda a diluir as secreções brônquicas e facilita a expectoração;
* Lave as mãos com frequência;
* Utilize máscara ou outro equipamento protetor, se você está sujeito à inalação de elementos irritantes;
* Evite contato com pessoas resfriadas, gripadas ou com outras doenças transmissíveis por via respiratória;
* Não iniba a tosse produtiva;
* Evite permanecer muito tempo em ambientes com ar condicionado ou em locais com ar seco demais.

Texto escrito por Doutor Drausio Varella

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Esvazie os perigosos pneus da barriga


Mais doenças estão sendo associadas à gordura abdominal. Cuide-se e fique bem longe delas

Alguns problemas que a gordura abdominal provoca, como aterosclerose, colesterol e triglicérides altos, hipertensão arterial e até diabete tipo 2, já são velhos conhecidos da população. Por isso, tem muita gente hoje em dia mais preocupada com a medida da circunferência da barriga do que com o ponteiro da balança. Com toda razão. "É uma gordura metabolicamente ativa, que produz substâncias com alto poder inflamatório", explica a nutricionista Mariana Del Bosco, da Abeso, Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

E olha que poucos sabem a lista de encrencas que a protuberância pode causar à saúde. O rol de doenças ligadas à barriga sobressalente só aumenta. A preocupação agora se volta também para o risco de câncer. Estudos recentes mostram que a gordura concentrada no abdômen aumenta a probabilidade de um tumor aparecer. Isso porque, nessa região, ela fabrica doses elevadas de hormônios como estrogênio e testosterona, que, em excesso na circulação, favorecem a chegada e a evolução do mal.
Aliado a isso, a substância que recheia a cintura avantajada provoca inflamações pelo corpo. E isso pode modificar o DNA das células, tornando-as malignas.
A memória também sofre quando o ponteiro da balança dispara. É que, como a gordura em demasia acaba entupindo as artérias, o fluxo de sangue, com oxigênio e nutrientes, até o cérebro fica reduzido e os lapsos vão se tornando comuns. O volume extra na barriga também é responsável pelo aparecimento de um problema articular extremamente dolorido, a gota. Essa sobrecarga toda contribui para o desenvolvimento da resistência à insulina, o hormônio que bota o açúcar para dentro das células. Daí, um composto chamado de ácido úrico fica sobrando no sangue. O tal do ácido pode se cristalizar nas articulações, gerando um quadro extremamente doloroso.

Mas os suplícios articulares não param aqui. Os portadores de artrite reumatoide que lutam para fechar o zíper da calça são outras vítimas da gordura central, como preferem os especialistas. Essa doença autoimune, responsável pela inflamação constante das juntas, tem origem desconhecida. Mas é fato que os pneus pioram bastante o quadro, por liberarem adipocinas, substâncias com alto poder inflamatório.

O ideal, então, é ficar sempre de olho nas medidas da cintura. Para os homens, 94 centímetros ou mais de circunferência indicam que os perigos por trás da barriga têm maior possibilidade de ocorrer. Acima de 102 centímetros, essa ameaça está batendo à porta de seu proprietário. Para as mulheres, os valores são 80 e 88 centímetros, respectivamente.

Fuja dessa roubada

O primeiro passo para se manter fora dessa zona perigosa é o famoso balanço energético, que nada mais é do que não ingerir mais calorias do que se gasta. "Controlar bem o consumo de carboidratos refinados, como o dos doces e do arroz branco, que têm digestão rápida, é uma das estratégias que pode ser usada no controle dessa gordura", diz Mariana Del Bosco. Segundo ela, em contrapartida, é importante aumentar a oferta de carboidratos e grãos integrais, que demoram mais para serem processados pelo organismo. Isso turbina o gasto calórico. "É bom também priorizar as proteínas magras, encontradas em aves e peixes, e evitar exageros na gordura saturada, presente no leite integral e nos cortes gordos da carne vermelha, porque ela estimula a produção de insulina", recomenda.

E, óbvio, a atividade física é imprescindível para escapar dessa engorda localizada. "O ponto principal é gerar um débito energético para eliminar os depósitos de gordura", diz Carlos Klein, professor de educação física e personal trainer de São Paulo. "Não adianta pensar que alguns abdominais todos os dias vão queimar esse excesso. A gordura visceral é resultado do estilo de vida de cada um. Atividade física e alimentação saudável são, juntas, o melhor jeito de acabar com ela", afirma Klein.

Um estudo feito pelo fisiologista Cris Slentz, da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, mostra que o melhor tipo de exercício para secar a barriga é o aeróbico, como a corrida e a caminhada. O treino de resistência muscular é ótimo para aumentar a força e ganhar músculos, mas pedalar, por exemplo, é melhor porque torra mais calorias. Carlos Klein atesta esse resultado: "Com os exercícios cardiovasculares, a gordura vai ser consumida como um todo", conclui.

Por Marcia Melsohn

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Asma


"Asma é o estreitamento dos bronquíolos (pequenos canais de ar dos pulmões) que dificulta a passagem do ar provocando contrações ou broncoespasmos. As crises comprometem a respiração, tornando-a difícil.
Quando os bronquíolos inflamam, segregam mais muco o que aumenta o problema respiratório. Na asma, expirar é mais difícil do que inspirar, uma vez que o ar viciado permanece nos pulmões provocando sensação de sufoco.
A asma acomete pessoas de qualquer idade. A maioria dos casos, todavia, é diagnosticada na infância e é comum manifestar-se em pessoas de uma mesma família.
Sintomas
Os sintomas mais frequentes são falta de ar, tosse seca, chiado e opressão no peito. Gripes e resfriados costumam agravá-los.
Recomendações
* Não fume. Numa família de asmáticos ninguém deve fumar. Evite o contato com fumaça e com fumantes;
* Todos os membros de uma família de asmáticos precisam ser orientados a respeito das características da doença e das crises. A informação correta ajuda a reduzir os mitos que cercam a doença e os doentes;
* Identifique os sintomas iniciais das crises e tome as medidas necessárias para que não se tornem graves;
* Submeta-se a testes de pele para identificar possíveis alergias a alguma substância específica;
* Evite apanhar resfriados e gripes;
* Fumaças, gases, cheiros de tinta, de produtos de limpeza ou de higiene pessoal e perfumes podem ser prejudiciais aos asmáticos. Fuja deles;
* Evite mudanças abruptas de temperatura;
* Exercite-se moderadamente todos os dias. Não cometa excessos. A asma não deve limitar a vida ou a atividade física de ninguém. Caminhar, nadar e pedalar são atividades muito saudáveis;
* Tome muito líquido. Recomenda-se ingerir de cinco a oito copos por dia. Isso ajuda a diluir a secreção brônquica e facilita a expectoração;
* Pratique exercícios respiratórios. Ioga pode ser uma boa sugestão;
* Não tome medicamentos indutores do sono, que usualmente tornam a respiração mais lenta;
* Se café, chá ou outro produto qualquer mantêm você desperto, não os tome no fim da tarde ou à noite;
* Se tosse ou outros sintomas não o deixam dormir, eleve a cabeceira da cama com calços ou utilize travesseiros extras;
* Use broncodiltadores ou outros medicamentos prescritos por seu médico. Evite a chamada medicação caseira. Inaladores orais podem ser muito eficientes;
* Combata a azia, que predispõe as pessoas a crises de asma;
* Evite o pânico nos momentos de crise;
* Observe corretamente as orientações do seu médico. Mantenha-o informado sobre todo tratamento caseiro que eventualmente você adote;
* A asma não controlada pode causar sérias complicações. Consulte o médico na ocorrência de qualquer febre durante as crises, tosse persistente, respiração difícil, falta de ar e dor no peito.
Fatores de risco e desencadeadores de crises (gatilhos)
      Os fatores de risco são diversos. Entre adultos destacam-se o fumo e a exposição a produtos irritantes
     Pólen, mofo, ácaros, fumaça de cigarro, poluentes do ar, gases químicos, inseticidas, poeiras e até determinados alimentos, como o leite e os ovos, podem desencadear as crises.
     Além disso, resfriados e gripes, o estresse emocional e a prática de exercícios vigorosos podem agravar os sintomas. Instalada a crise, pacientes adultos (e, se crianças, seus pais) podem entrar em pânico, o que agrava o problema."

E atenção caso sinta um desses sintomas procure sempre orientação medica. Ele será sempre a melhor pessoa para te orientar corretamente 

Texto Doutor Drausio Varella


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Anemia ferropriva


O ferro é um nutriente essencial ao organismo, associado à produção de glóbulos vermelhos e ao transporte de oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo.
A anemia por deficiência de ferro, ou anemia ferropriva, é a mais comum de todas as anemias, independentemente do estrato socioeconômico do indivíduo.
Ela pode instalar-se por carência nutricional, parasitoses intestinais, ou durante a gravidez, o parto e a amamentação. Pode também ocorrer por perdas expressivas de sangue, em virtude de hemorragias agudas ou crônicas por via gastrintestinal ou como conseqüência de menstruações abundantes.
Constituem grupo de risco para a anemia ferropriva as mulheres em idade fértil, idosos, crianças e adolescentes em fase de crescimento, e indivíduos que passaram por cirurgia de redução de estômago. No entanto, qualquer pessoa pode desenvolvê-la, se não receber a quantidade adequada de ferro na dieta ou tiver dificuldade de absorção, que ocorre sobre tudo nos intestinos e pode ser mais eficiente quando associada à ingestão de vitamina C e proteínas.
Os alimentos constituem as principais fontes de ferro e podem oferecer dois tipos diferentes desse nutriente: o ferro heme e o ferro não-heme. O primeiro, encontrado especialmente na carne vermelha e no fígado de todos os animais, assim como na carne das aves, peixes e nos ovos, é melhor aproveitado pelo organismo. A absorção do ferro não-heme, existente nas verduras de folhas escuras (espinafre, brócolis, couve, salsa, etc.), leguminosas (feijão, lentilhas, grão-de-bico, ervilhas, etc.); frutas (uvas, maçãs, nozes, amêndoas, castanhas, etc.) é menor e menos eficiente.
Sintomas
Entre as manifestações clínicas da anemia por deficiência de ferro destacam-se: palidez, cansaço, falta de apetite, apatia, palpitações e taquicardia. Nos estágios mais avançados da doença, ocorrem alterações na pele e nas mucosas (atrofia das papilas da língua e fissuras nos cantos da boca), nas unhas e nos cabelos, que se tornam frágeis e quebradiços.
Em crianças, a anemia ferropriva pode afetar o crescimento, a aprendizagem, e aumentar a predisposição a infecções.
Diagnóstico
Levantamento da história, avaliação clínica e dos hábitos alimentares, além da realização de exames laboratoriais (hemograma, sangue oculto nas fezes, por exemplo) e da imagem (ultrassom, endoscopia) para investigar a origem de possíveis perdas de sangue são passos importantes para estabelecer o diagnóstico.
Tratamento
A primeira medida no tratamento da anemia ferropriva é determinar e corrigir a causa da deficiência de ferro. Uma vez constatada a carência, é importante recomendar uma dieta rica nesse nutriente e prescrever sulfato ferroso por via oral. Raros são os casos em que o uso do medicamento por via endovenosa se faz necessário.
E atenção a adesão ao tratamento deve ser mantida durante aproximadamente 6 meses apos o exame de sangue acusar níveis normais de ferro no organismo.
Recomendações
* Dieta equilibrada e rica em ferro é fundamental para prevenir a anemia por deficiência de ferro;
* Carne vermelha e no fígado de todos os animais, assim como na carne das aves, peixes e nos ovos verduras de folhas escuras (espinafre, brócolis, couve, salsa, etc.), leguminosas (feijão, lentilhas, grão-de-bico, ervilhas, etc.); frutas (uvas, maçãs, nozes, amêndoas, castanhas.

** Segundo a Associação Paulista de Medicina, o ferro é melhor absorvido em jejum, seguido por alimentos ricos em vitamina C (laranja, goiaba, morango, limão, agrião, pimentão, vegetais verde escuros), e alimentos amargos (como a alcachofra, jiló e agrião).
* Alimentos enriquecidos com ferro (leite, iogurte, pães, cereais matinais, feijão, etc.) ajudam a suprir as necessidades diárias de ferro, que variam de acordo com a idade e o sexo;
* A adesão ao tratamento é a melhor forma de restabelecer os níveis normais de ferro no sangue;

Texto escrito pelo Doutor Drausio Varella

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Chô cansaço !!!!


O cansaço sem fim muitas vezes não é provocado por excesso de trabalho ou estresse lá nas alturas. Em certos casos, ele pode ser sinal de alguma pane no nosso organismo.


Ela parece uma companheira chata que insiste em não se ausentar. Durante o dia, à noite, no trabalho e até mesmo logo após acordar, marca presença e teima em sugar as nossas energias. Estamos falando da fadiga, aquele cansaço interminável e persistente que dá a sensação de que qualquer atividade cotidiana exige um esforço sobre- humano para ser realizada.
O problema pode ser, sem dúvida, um reflexo da vida moderna. Afinal, passar horas no trânsito todos os dias, trabalhar demais e viver naquele estresse constante acaba levando ao esgotamento do corpo e da mente. Porém, existem outros casos em que a fadiga pode ser consequência de uma noite maldormida ou, mais grave ainda, sintoma de uma doença.
O fato é que a canseira exacerbada tem origem de fato no cérebro. Ele envia a todo momento impulsos elétricos para o corpo, e esses impulsos, ao chegarem aos músculos, sofrem reações químicas, resultando em energia mecânica — ou seja, nos movimentos. "A fadiga é fruto de um desequilíbrio, ou seja, quando não há harmonia entre esses estímulos", afirma Cláudio Pavanelli, fisiologista do Flamengo, no Rio de Janeiro.
É claro que ninguém está fadado a viver lutando para manter o pique em alta. Algumas mudanças no estilo de vida já ajudam a repor o gás total. Além disso, entender as causas do esgotamento é primordial para domá-lo, principalmente nos casos em que ele vem de enfermidades. Por isso, nada de desanimar: o importante é se mexer e recarregar as baterias.

Por que a pilha fica fraca?

1.Diabete
Como a principal marca da doença é a dificuldade de o açúcar entrar nas células, seja pela falta de produção de insulina, seja pela incapacidade desse hormônio de trabalhar, a glicose no sangue se eleva. "e a glicemia alta faz o indivíduo urinar mais, emagrecer e perder massa magra. Por isso, é comum diabéticos terem cansaço muscular",
2. Anemia
a escassez de ferro não tem como sinal único a pele pálida. A fadiga é uma de suas características predominantes. "A anemia pode causar cansaço, sono, desânimo, queda de cabelos e até mesmo falta de ar",
3. Apnéia
o popular ronco destrói a qualidade do sono do indivíduo. ele é duas vezes mais freqüente nos homens do que nas mulheres e,
4. Depressão

vigor abaixo de zero é um traço de quem padece desse problema. Apesar de ser uma doença de origem psíquica, a depressão mina a disposição física.
6. Doença cardíaca
. "o coração não bombeia direito o sangue para todos os órgãos. Com isso, eles tendem a entrar em falência", o que aumenta o cansaço
7. Distúrbios da tireóide

os hormônios tireoidianos são vitais para manter o metabolismo aceso.
8. infecções
além da febre, outro sinal que deve ser notado nesses casos é a diminuição, por assim dizer, da vitalidade. Seja naquela gripe passageira, seja em um quadro mais severo, como a hepatite, a pessoa fica enfraquecida, em maior ou menor grau. "é que o organismo concentra suas forças na luta contra o agente infeccioso", daí o esgotamento do indivíduo.

Seis táticas para recarregar as baterias
Hábitos e atitudes que energizam o dia a dia

1.Checkups
Se a fadiga não vai embora, o importante é procurar auxílio de um médico. ele poderá pedir exames como hemograma, teste de glicemia, dosagem hormonal e outros mais específicos, caso do eletrocardiograma e do teste de função hepática, que ajudam a identificar o que está prejudicando a disposição.
2. Hidratação
Para quem não quer se cansar, um conselho: manter o corpo abastecido de líquidos pode ser uma tática de sucesso. "Se a pessoa não se hidratar, as células vão extrair a água da circulação. o sangue se torna mais denso e a absorção da energia também vai ser dificultada", explica o fisiologista Cláudio Pavanelli.
3. Alimentar-se regularmente
Fazer refeições a cada três horas é outro segredo para afastar a fadiga ao evitar a queda brusca das taxas de açúcar no sangue. "a maioria dos indivíduos que reclamam de falta de energia não come direito". Proteínas, carboidratos, fibras e gorduras como o ômega-3 devem estar no cardápio.
4. Exercícios físicos
exercitar o corpo melhora a captação, o transporte e a utilização do oxigênio em nosso organismo. Coração, pulmão e músculos conseguem converter mais desse gás em energia. Por isso, deixar a preguiça de lado e mexer o corpo é um excelente começo para driblar o cansaço constante.
5. Dormir bem
Pregar os olhos por pelo menos oito horas é sinônimo de disposição. o neurologista Israel Roitman dá a receita do bom sono: evitar álcool, bebidas cafeinadas e refeições pesadas; ir para a cama sempre no mesmo horário; por fim, nada de ver tv, usar o computador e se exercitar até três horas antes de dormir.
6. Atividades prazerosas
atenuar o estresse é fundamental para fugir da indisposição. e nada melhor do que fazer aquilo de que se gosta para chacoalhar a rotina. "As atividades prazerosas são estimulantes para o cérebro e para o corpo.

por Mariana Agunzi


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A felicidade é contagiosa

A felicidade e o bem-estar dos seus amigos, e dos amigos deles, podem sim ter influência direta no seu humor, nos seus hábitos e na sua qualidade de vida

Você já deve ter ouvido falar da teoria dos seis graus de separação. É aquela que nos coloca a uma distância de até meia dúzia de pessoas do resto do mundo. Pela hipótese, qualquer um é capaz de apertar as mãos, por exemplo, dos vencedores do Prêmio Nobel de Medicina 2008 — Entre os matemáticos, ainda restam cálculos que comprovem tal fenômeno, que eles chamam de pequenos mundos. Já no campo da cura e da prevenção de doenças, os pesquisadores somam cada vez mais evidências de que essa mesma rede de amizades funciona como um poderoso canal de contágio de bom humor, bem-estar e até felicidade.
O que pesquisas recentes mostram é que, assim como vírus e bactérias, a saúde também é transmissível — só que por meio dos laços afetivos criados entre nós. Na prática, quem se aproxima de gente que faz ginástica, por exemplo, tende a espantar o sedentarismo sem sofrimento. Aqueles que presenciam a decisão de um amigo de parar de fumar têm mais chances de largar o cigarro. E os que preferem conviver com pessoas alegres acabam tornando-se mais satisfeitos com a vida. De acordo com um estudo assinado pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos, se um grande amigo seu ficar contente, a probabilidade de você começar a rir à toa só por conviver com ele é de 60%.
Como humores e hábitos se tornam contagiosos? Os mecanismos que permitem a propagação de algo que não cabe em um tubo de ensaio ainda pedem mais esclarecimentos. Os cientistas, porém, têm algumas pistas. “Os animais sociais, como é o caso do homem, nascem com a capacidade de imitar seus pares mesmo sem ter consciência disso. É o efeito camaleão” explica a neurocientista Eliane Volchan, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Fazendo isso, o indivíduo consegue incluir-se no grupo e obter a necessária proteção para sua sobrevivência.”

Seria como uma mímica involuntária ou instintiva, a mesma que nos rege toda vez que presenciamos um bocejo — quando nos damos conta, já estamos com o bocão aberto. Mas o trabalho do pessoal de Harvard vai ainda mais longe: sugere que a transmissão pode se dar entre desconhecidos, e a distância. De acordo com os pesquisadores, existem até três graus de contágio social. Ou seja, o amigo do vizinho de porta do seu melhor amigo tem influência sobre sua felicidade.
Outro aspecto que reforça a importância dos nossos relacionamentos é o papel das amizades na conquista da saúde. Um artigo do jornal americano The New York Times publicado em abril mostra que o amparo emocional do amigo é capaz de prolongar a vida, renovar a memória, combater o câncer, proteger o coração e até evitar a obesidade. A neurocientista Eliane Volchan complementa: “Temos evidências de que a amizade acelera o tempo de cicatrização de uma lesão e também ajuda a reduzir o estresse”.
Os especialistas apenas alertam: o círculo social é uma mão de duas vias. Do mesmo modo que conduz o vírus da felicidade, pode trazer influências não tão desejáveis, como a depressão, o mau humor, os vícios e por aí vai. Em outras palavras, o amigo do amigo do seu amigo pode ser um agente transmissor das doenças ditas não contagiosas. Isso significa que é importante estar atento a essas influências negativas.

A primeira coisa a fazer é entender que, embora estejamos falando de reações neurológicas espontâneas, podemos, sim, ter controle sobre elas e nos proteger. E não se trata aqui de se afastar de amigos que estejam acima do peso ou, então, em frangalhos emocionais. Afinal, a amizade está acima do estado de saúde das pessoas... “Mas também não precisamos ficar passivos diante de alguém que vive de cara fechada ou reclamando de tudo”, orienta o psicobiólogo José Roberto Leite, do Departamento de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo. “É preciso uma atitude assertiva, isto é, deixar claro para o outro que o mau humor dele está fazendo mal também para você. Sem agressividade, mas com firmeza.”
De acordo com Leite, a idéia não é exigir do outro que mude sua atitude. Principalmente quando o assunto for cigarro ou maus hábitos alimentares. “É preciso apenas ser coerente com você mesmo e sua saúde. Muita gente, querendo agradar, é condescendente com comportamentos alheios e acaba se prejudicando”, constata Leite, que cita o caso do amigo depressivo. “Por mais que você goste dele, não dá para ficar refém de suas amarguras e ser submetido a elas a toda hora. É importante dar apoio, mas em algum momento tem de haver um basta, para que ele deixe de se escorar em você e vá se ajudar.”
A psiquiatra Alexandrina Meleiro, que trabalha no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, confirma que a depressão é contagiante. E chama a atenção para outra questão relevante: existem pessoas mais ou menos vulneráveis a influências. “A maturidade emocional é decisiva nessa hora. Pessoas que têm muita dificuldade para lidar com dores e frustrações são mais suscetíveis”, avalia a psiquiatra. “Um bom exemplo é o de uma crise: diante dela, há os que se queixam, os que esperam que os outros a resolvam e os que tomam atitudes para enfrentá-la. Os mais maduros são os que se ajustam às suas dificuldades.”
Outra maneira de se livrar de algumas roubadas, dizem os especialistas, é escolher os amigos com cautela. Eles recomendam ficar o máximo de tempo possível com aqueles que se mostram sempre dispostos e sorridentes. Sugerem ainda que se busquem companhias com interesses comuns e saudáveis, como correr ou cozinhar pratos balanceados. Ou seja, algo que pode ser socializado. Diante de pessoas com estado emocional ou comportamentos dos quais a gente quer distância, a orientação é esquivar-se da natural inclinação que temos para imitar expressões faciais e posturas. “Enfim, temos de procurar nos blindar sempre, sabendo o que queremos e o que não queremos para a nossa vida. Afinal, a influência social nos acomete o tempo todo”, aconselha Alexandrina Meleiro.
                                                        escrito por Giuliano Agmont